Teclado Gamer Semi‑Mecânico B‑MAX – Review Completo

O B‑MAX chega ao mercado brasileiro como uma proposta intrigante para quem procura a sensação de um teclado mecânico sem o preço elevado que costuma acompanhar esse tipo de dispositivo. Com layout ABNT2, iluminação RGB, conexão USB e compatibilidade com PC e PS4, a promessa é atrair tanto gamer casual quanto quem busca um upgrade de digitação para o dia a dia. Vamos analisar cada ponto que faz (ou não) desse teclado uma boa escolha.

Visão Geral

  • Tipo: Semi‑mecânico (membrana com resposta táctil)
  • Layout: ABNT2 completo com teclas numéricas
  • Conexão: USB 2.0 (cabo trançado de 1,8 m)
  • Iluminação: RGB ajustável via software
  • Compatibilidade: Windows, macOS e PlayStation 4
  • Acabamento: Plástico ABS com texturização fosca, estrutura reforçada

Design e Construção

O visual segue a linha “gamer sem excessos”: carcaça preta com cantos arredondados, linhas limpas e uma leve textura que evita deslizes. O conjunto parece sólido; a base é firme e não flexiona sob pressão moderada. As teclas имеют um slight “floating” look – elas parecem “levitar” sobre a base, o que não só dá um toque futurista quanto facilita a limpeza.

O cabo USB é trançado e termina em um conector USB‑A, o que garante durabilidade mesmo após sessões intensas de uso. Não há apoio para pulsos (wrist rest), mas o teclado tem altura suficiente para que a maioria dos usuários encontre um ângulo confortável sem precisar de acessório extra.

Experiência de Digitação

Aqui está o grande diferencial do B‑MAX. Os switches “semi‑mecânicos” entregam um feedback táctil perceptível, muito mais próximo de um mecanismo “clicky” ou “tactile” do que de uma membrana tradicional. O ponto de ativação é claro, o que reduz erros acidentais durante sessões prolongadas de gaming ou trabalho.

  • Força de atuação: cerca de 55 g, ideal para quem prefere um toque firme sem exageros.
  • Distância de ativação: 2 mm até o clique, o que garante resposta rápida.
  • Resistência a teclas “double‑press”: o design da membrana interna minimiza falhas ao pressionar várias teclas ao mesmo tempo.

Em testes práticos, jogos como “Valorant” e “League of Legends” se beneficiaram da rapidez de resposta, enquanto textos extensos – como este review – puderam ser digitados com conforto, sem a fadiga típica de um teclado puramente de membrana.

Iluminação RGB e Software

O sistema de iluminação é um dos pontos que mais chama atenção. Cada tecla tem LED individual, permitindo efeitos como “wave”, “reactive press” e modo “pulse”. O software (disponível em versão de 64 bits) oferece controles básicos: ajuste de brilho, seleção de perfis pré‑definidos e programação simples de macros. Para quem não quer instalar nada, o teclado permite alternar entre três perfis “hard‑coded” via combinação de teclas.

  • Customização de cores: 16,7 milhões de opções, mas sem ajustes avançados de cor por zona.
  • Efeitos sincronizados: é possível sincronizar a iluminação com jogos que suportam “RGB Synapse”, embora o suporte ainda seja limitado.
  • Consumo: 0,5 A, nada que sobrecarregue a porta USB de um notebook.

Compatibilidade e Conectividade

A compatibilidade com PC (Windows 7/10/11, macOS 10.12+) é plug‑and‑play; o teclado é reconhecido imediatamente sem drivers. O grande diferencial é a compatibilidade oficial com o PlayStation 4, permitindo que jogadores usem o B‑MAX como controle alternativo, o que pode ser útil para quem prefere digitação rápida em menus ou para quem tem problemas com controles de terceiros.

O driver USB 2.0 oferece taxa de polling de 1000 Hz, suficiente para a maioria dos jogos casuais e até mesmo para alguns títulos mais competitivos. A latência permanece baixa, o que ajuda a manter a experiência de jogo fluida.

Prós e Contras

  • Prós
    • Excelente relação custo‑benefício – preço competitivo para um semi‑mecânico.
    • Feedback táctil bem definido, superior a teclas de membrana comuns.
    • Iluminação RGB com boa customização básica.
    • Compatibilidade com PS4, algo raro nesta faixa de preço.
    • Cabo trançado durável e plug USB‑A universal.
  • Contras
    • Software ainda limitado; macros não são avançadas.
    • Falta de teclas de mídia dedicadas, exigindo combinações de “Fn”.
    • A resistência ao desgaste dos switches pode ser inferior à de um teclado mecânico verdadeiro após uso intenso prolongado.
    • Não inclui apoio para pulsos, algo que alguns usuários podem sentir falta.

Conclusão

O Teclado Gamer Semi‑Mecânico B‑MAX cumpre com competência seu papel de “ponte” entre a economia de um teclado de membrana e a satisfação táctil de um mecânico. Ele brilha especialmente para quem quer um toque mais responsivo sem gastar o que se pede por um modelo mecânico completo. As luzes RGB e a compatibilidade com o PS4 são diferenciais que ampliam seu apelo, ainda que o software poderia ser mais robusto.

Com base nos testes, dou ao B‑MAX uma nota de 4,2/5. É uma escolha segura para gamers casuais, estudantes e profissionais que desejam um upgrade de digitação sem abrir mão do orçamento. Se você está à procura de um teclado que combine estética, preço acessível e um toque mais “real” que a membrana, o B‑MAX vale a pena experimentar.