Review: Apple iPad Air 7ª geração com chip M3 (2025)

O novo iPad Air de 11 polegadas com o chip M3 chega com a missão de equilibrar mobilidade e desempenho de forma natural — e, na prática, sustenta essa promessa com desenvoltura. Ideal para estudantes, criadores e quem busca produtividade móvel sem peso desnecessário, o modelo testede é a versão Wi‑Fi de 128 GB em Space Gray, referência MC9W4LL/A.

Design e construção

O iPad Air continua fiel a um design sóbrio, com laterais retas, acabamento fosco no painel traseiro e molduras de tela de espessura equilibrada. Em Space Gray, o resultado é discreto e profissional, sem ornamentalidade que incomode. A construção transmite robustez típica da linha Apple, com Hiro glass na frente e alumínio usinado no chassi. O Touch ID integrado ao botão superior (top button) facilita o desbloqueio sem que seja preciso alternar o grip, o que ajuda bastante no uso com uma só mão.

Tela e áudio

A tela Liquid Retina de 11 polegadas entrega nitidez e contraste adequados para leitura, estudos, consumo de vídeo e edição leve. Com brilho típico de cerca de 500 nits, o painel funciona bem mesmo em ambientes internos com boa iluminação, sem sugerir uso sob luz solar direta. A taxa de atualização permanece em 60 Hz, suficiente para a maioria dos cenários, e a resposta de toque é precisa, sem atrasos perceptíveis em gestos cotidianos.

Em áudio, o conjunto estéreo (quatro alto‑falantes) preenche bem o som para vídeos e chamadas, com midrange limpo e sem distorção em volume moderado. Para sessões mais longas, fones externos são recomendados, mas o speaker interno faz um trabalho competente emcontextos casuais.

Desempenho e sistema

O chip M3 de 8 núcleos de CPU e 9 núcleos de GPU, combinado ao Neural Engine de 16 núcleos, dá conta de multitarefa com folga. O Safari com várias abas, apps de anotações, editor de imagens e streaming em paralelo funcionam sem solavancos. Na GPU, recursos de sombreamento e efeitos gráficos decentes para ilustração e modelagem leve são oferecidos, mantendo a eficiência térmica — o iPad esquenta pouco e sustenta o clock sob uso contínuo. Os 8 GB de RAM, provavelmente, dão suporte às transições de apps de forma fluida e reduzem o reload em segundo plano.

O iPadOS 18, já de fábrica nesta geração, é estável, com novos recursos de organização e produtividade que se integram bem ao hardware. A digitação é responsiva, e a sincronização entre apps acontece sem fricção perceptível.

Câmeras e vídeo

A câmera traseira de 12 MP é suficiente para capturas do dia a dia e digitalização de documentos, com foco ágil e boa exposição em ambientes internos. A câmera frontal de 12 MP ultra‑angular com Center Stage se destaca em chamadas de vídeo, enquadrando e seguindo o usuário com naturalidade — sem “saltos” abruptos. A captura de vídeo em 4K a 60 fps atende bem quem faz aulas ou conteúdo leve.

Conectividade e acessórios

Há Wi‑Fi 6E, que proporciona navegação estável e rápida em redes compatíveis, e Bluetooth 5.3 para acessórios com bom alcance. A porta USB‑C (USB 3) é versátil o suficiente para discos externos e hubs, embora não seja Thunderbolt — o que, na prática, não é limitante para a maioria dos usuários.

Em acessórios, o Apple Pencil Pro funciona muito bem para notas e esboços, com precisão e latência baixa, enquanto o Magic Keyboard transforma o conjunto em uma plataforma de digitação para textos longos. Para quem vive em movimento, a combinação iPad + Pencil Pro + teclado leve é um kit de produtividade equilibrado.

Bateria e carregamento

Em uso típico, que inclui leitura, navegação, anotações e streaming, o iPad Air M3 entrega um dia inteiro de autonomia com folga. Sob uso mais intenso, com GPU e multitarefa constantes, a duração cai, mas segue competitiva no segmento. O carregamento via USB‑C é direto, e, em bateria vazia, a recuperação até 50% acontece em janelas confortáveis, sem esquentar o dispositivo.

Especificações resumidas

  • Processador: Apple M3 (8‑core CPU, 9‑core GPU, Neural Engine 16‑core)
  • Memória: 8 GB de RAM (apoiando fluida multitarefa)
  • Armazenamento: 128 GB (espaço suficiente para apps, documentos e mídia leve)
  • Tela: 11” Liquid Retina, ~500 nits típicos
  • Câmeras: Traseira 12 MP; frontal 12 MP ultra‑angular com Center Stage
  • Conectividade: Wi‑Fi 6E, Bluetooth 5.3, USB‑C (USB 3)
  • Sistema: iPadOS 18 de fábrica
  • Biometria: Touch ID no botão superior

Quem deve comprar

Este iPad Air M3 faz sentido para quem quer desempenho e portabilidade sem exageros. Estudantes e profissionais que digitam e anotam bastante, criadores que trabalham com imagens e vídeo leve, e usuários de mídia e leitura digital encontrarão no conjunto uma relação custo‑benefício sólida.

Prós e contras

Prós

  • Desempenho consistente em multitarefa e apps criativos leves
  • Tela nítida e com brilho adequado ao uso cotidiano
  • Boa qualidade de chamadas de vídeo (Center Stage)
  • Design sóbrio, leve e robusto
  • Integração natural com Apple Pencil Pro e Magic Keyboard

Contras

  • Taxa de atualização da tela poderia ser maior (não é ProMotion)
  • Porta USB‑C não oferece velocidades Thunderbolt
  • Armazenamento base é “apenas” 128 GB (ainda assim, funcional para uso típico)

Comparação rápida com a geração anterior

Se você já tem um iPad Air com M2, o salto para o M3 traz melhorias pontuais em GPU e eficiência, com ganhos de fluidez em workloads gráficos e multitarefa mais pesada. Para quem vem de modelos mais antigos, a diferença de desempenho e a maturidade do iPadOS 18 se percebem de imediato, especialmente ao alternar apps e executar tarefas que exigem mais da CPU e da GPU.

Veredito

O iPad Air 11” (2025) com M3 não busca impressionar com números — ele prefere se provar no uso real. E nesse teste, entrega: é rápido, estável, com tela e áudio suficiente para o dia a dia, câmeras honestas e uma autonomia que cobre rotinas longas sem ansiedade por tomada. Para quem quer produtividade móvel em um formato elegante e equilibrado, é uma escolha certeira.

Avaliação geral: 4,7/5